Incógnita

Sobre uma breve e nova paixão o que tenho que dizer? Sobre acordar depois de um sonho num paraíso indescritível ao lado de você mesmo. Acordar, olhar para as paredes, ver que tudo continua ali escrito, olhar para o lado e ver que o celular continua com muitos alertas. Olhar para o travesseiro e ver a possibilidade de um resgate.

Ao mesmo tempo em que tomo banho, olho pela janela a vastidão do mar que parece se mexer. Daí percebo que toda a casa está se movendo junto.  Fecho os olhos e imagino uma chegada linda, me percebo perto de tudo aquilo que me faz florescer.  Até que estaciono.

Cortinas de plantas se formam diante do rio imenso que surge ao lado do mar e de todas as criaturas multi coloridas que despontam desse devaneio.  Pensei em viajar, escrever, sentir algo… Como o que sugerem de fulgás. O negócio é que venho sentindo demais, tenho sonhado demais, venho vivido pouco. E no sonho tudo é esplendor. Eu não tinha que doer porque eu não escrevia. Se fugir da dor é simplesmente não ouvir o amor estou a salvo. Tudo se move, mesmo o que não parece fluído vira. E o que tem que doer, dói. E o que tem que fluir…Flui.

1 Comentário

Arquivado em Rafaela Uchoa

Uma resposta para Incógnita

  1. m.

    eu amo tanto tudo o que você escreve aqui, mas nunca comento. enfim, só achei que você precisava saber! morro de saudade de você :*

    (é a maíra aqui)

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